Santo do dia › 24/10/2018

Santo Antônio Maria Claret – bispo

Quinto entre dez filhos de modesto tecelão de Catalunha, Antônio Maria y Clará, nasceu em Sallent, na diocese espanhola de Vic, em 1807. Este excepcional homem de ação, quando jovem, sentia-se atraído para a vida contemplativa, e bem quisera ser cartuxo, mas foi desaconselhado por sacerdote que percebeu seus grandes dons de missionário. Aos vinte e dois anos entrou no seminário de Vic e saiu sacerdote aos vinte e oito, com a nomeação de vigário para a sua cidade natal. Ficou aí pouco tempo. Para seguir a própria vocação missionária, foi a Roma pôr-se à disposição da congregação de Propaganda Fide.

Essa escolha não pareceu muito boa e então ingressou no noviciado da Companhia de Jesus, que teve de interromper por causa de uma doença. Voltou à Espanha e foi missionário em sua pátria, dedicando-se à evangelização das zonas rurais. Serviu-se de um meio que se teria revelado, numa época diferente, de muita eficácia: a imprensa. Voltando a Vic deu início à sua mais importante obra: a fundação de uma congregação missionária dedicada ao Coração Imaculado de Maria (cujos membros são ainda hoje conhecidos com o nome de padres claretianos). Era o ano de 1849.

Pouco tempo depois foi eleito arcebispo de Cuba, então sob o domínio espanhol, cuja sede estava há 14 anos vacante. O novo bispo adotou na ilha os seus originais métodos de apostolado. Incansável viajante, fez sentir sua presença em toda parte com a palavra e com os escritos: uma benéfica chuva de boa imprensa fecundou a ilha. Para os analfabetos havia a palavra oral e a imagem de Nossa Senhora. Administrou a confirmação a trezentos mil cristãos e regularizou trinta mil casamentos. Ativo e prático, olhou também a parte de promoção humana e civil, instituindo uma escola agrá-ria, escrevendo ele próprio pequenos tratados sobre o cultivo dos campos.

Um atentado grave pôs em risco a sua vida. Foi chamado à pátria em 1857, porque a rainha da Espanha quis tê-lo como confessor. O dinâmico bispo não se adaptou bem à vida na corte. Procurou estender sua jornada de trabalho prestando serviço em várias paróquias. Em 1867 teve de seguir os destinos da casa real, exilada na França, após uma revolução. Olhou com particular simpatia o mundo dos artistas, para os quais chegou a fundar uma academia sob a proteção de são Miguel. Morreu aos sessenta e três anos, a 24 de outubro de 1870. Pio XII o incluiu no catálogo dos santos durante o ano santo de 1950.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.